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sábado, 12 de março de 2011

DESBRIDAMENTO DE FERIDAS


       As palavras limpeza e desbridamento fazem parte de uma terminologia única, denominada processo de limpeza. Enquanto a limpeza refere-se ao uso de fluídos para suavemente, remover bactérias, fragmentos, exsudatos, corpos estranhos, resíduos de agentes tópicos, o desbridamento consiste na remoção de tecidos necrosados aderidos ou de corpos/partículas estranhos no leito da ferida, usando técnicas mecânicas e/ou químicas.
MÉTODOS DE DESBRIDAMENTOS

  1. Desbridamento cirúrgico cortante: é o método mais eficaz e seletivo. É importante cicatrizar a ferida diabética no menor tempo possível, para evitar infecção secundária. Quando o desbridamento cirúrgico não for exeqüível, por exemplo, quando o paciente sentir dores excruciantes ou não houver um profissional qualificado disponível devem ser considerados outros métodos:
  2. Autolítico: o desbridamento autolítico com curativos interativos úmidos (hidrogéis, alginatos, películas transparentes, hidrocolóides) é seletivo e liquefaz as crostas e escaras, além de promover a formação do tecido de granulação. A autólise dos tecidos deve ser iniciada dentro de 24 a 72 horas, ou como alternativa, deve-se tentar um outro método de desbridamento. A retalhação da escara com uma lâmina de bisturi é feita com sulcos paralelos superficiais na superfície da crosta, formando um padrão entrecruzado. A utilização desta técnica antes da aplicação do curativo interativo úmido, facilita a penetração local e o desbridamento. Os sulcos não devem atingir os tecidos viáveis e o sangue deve ser mínimo ou inexistente.
  3. Mecânico: pode ser realizado com curativos de gaze úmido ou secos, irrigação e lavagem em jato. Estes métodos são os menos seletivos dentre todas as técnicas de desbridamento e podem lesar o tecido de granulação saudável e o epitélio novo. Os curativos secos a úmidos são usados freqüentemente para envolver feridas necróticas extensas, que podem ocorrer nas lesões cirúrgicas que não cicatrizam.
  4. Enzimático: historicamente, algumas enzimas (colagenase, papaína, uroquinase), tem sido usadas como agentes desbridantes de escaras e crostas. Sua ação é seletiva, mas é lenta, dispendiosas e trabalhosas. Em muitos casos, estes agentes podem agravar infecções localizadas nos detritos liquefeitos e aumentam ou provocam dor local.
TÉCNICAS DE LIMPEZA E IRRIGAÇÃO DA FERIDA
        A limpeza e irrigação da ferida são realizados para remover detritos e exsudatos superficiais, possibilitando a avaliação adequada da base da lesão e facilitando a cicatrização da úlcera. A remoção dos detritos deve ajudar a realizar as contagens bacterianas. A limpeza completa da base da ferida permite a detecção dos sinais sutis de infecção da lesão, ou outras alterações significativas das condições da úlcera.

TÉCNICAS DE LIMPEZA
         A maioria das úlceras dos pés diabéticos é relativamente pequena e fácil de limpar, com trocas freqüentes dos curativos. O soro fisiológico é a solução ideal. O uso de água de torneira é controvertido. Nos pacientes imunossuprimidos, a água de torneira está contra indicada, tendo em vista a possibilidade de introduzir patógenos indesejáveis. A avaliação individualizada do paciente , das condições ambientais e da fonte da água deve ser realizada antes de usar água da torneira para limpar as úlceras dos pés diabéticos. Em geral a limpeza é realizada usando os seguintes métodos:
  • Compressão ou umidificação com gaze embebida em soro fisiológico;
  • Derramamento da solução sobre a ferida (soro fisiológico de frasco, seringa ou ampola plástica);
  • Deslocamento ou pressão com um êmbolo ou pêra de borracha.

TÉCNICAS DE IRRIGAÇÃO

         Para as úlceras de pé diabético que necessitam de remoção do exsudato ou detritos, a irrigação pode ser preferida em vez da limpeza simples. A irrigação envolve a aplicação de um jato dirigido sob pressões mais altas, geralmente entre 5 e 15 psi.  A pressão produzida na superfície da ferida é medida em libras por polegada quadrada (psi) e em geral, pode chegar até 5 psi para a limpeza simples.


Figura 37
- Úlcera de pressão em estágio 2


Figura 38 - Úlcera de pressão em estágio 2, evoluindo com necrose
Figura 39 - Úlcera de pressão em estágio 2, aguardando delimitar a necrose para desbridamento
Figura 40 - Úlcera com tecido necrótico pronta para desbridamento

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