Só Templates

Créditos



Layout by



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

 
ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM SITUAÇÃO DE PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

RESUMO


Trata-se de uma revisão bibliográfica acerca da assistência ao paciente em situação de parada cardiorrespiratória. Foram compilados conhecimentos técnico-científicos após leitura minuciosa de livros-texto e artigos científicos publicados em periódicos, da área de Cardiologia.

Os aspectos relacionados aos recursos humanos e materiais, com descrição detalhada foram realizados na composição deste trabalho. Neste momento optou-se por este tipo de estudo monográfico, pois a produção nessa temática e no idioma português, é ainda bastante limitada.

Identificou-se a utilização do termo ressuscitação cardiopulmonar (RCP) como o mais freqüente e 2 tipos de atendimento ao paciente, RCP básico e Suporte Avançado.

Palavras-chave:
 Parada cardiorrespiratória. Assistência. Enfermagem.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO


1. DEFINIÇÕES DA RESSUSCITAÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA
2. ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM SITUAÇÃO DE PARADA CARDIOPULMONAR
3. MEDICAMENTOS
4. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

INTRODUÇÃO


O tema de Ressuscitação Cardiorrespiratória nasceu pelo interesse de conhecer e aprofundar os meus conhecimentos técnico-científicos, em como agir em situações estressantes de Urgência/ Emergência.

Os profissionais de saúde que trabalham no atendimento de situações de urgência devem ter habilidades e capacidades técnicas para atuar prontamente, um vasto conhecimento sobre as ações das drogas administradas, e mesmo sobre os procedimentos; as diversidades de ações diante de uma intercorrência, e manter atitude profissional e tranqüilidade numa situação difícil é decisivo para socorrer pessoas acidentadas.

1. DEFINIÇÕES DA RESSUSCITAÇÃO CARDIORRESPIRATORIA

Embora a ressuscitação cardiorrespiratória (RCP) corresponda ao conjunto de medidas realizadas com a finalidade em promover a circulação de sangue oxigenado ao coração, cérebro e outros órgãos vitais, até que as funções cardíacas e ventilatória espontâneas sejam restabelecidas.

A taxa de sobrevivência com alta hospitalar variam de 3% a 20%. Enfrentamos problemas, pois, mesmo no melhor sistema ou hospital, os socorristas, que são treinados para salvar vidas têm insucesso e falham em realizar sua tarefa, em 4 de cada 5 tentativas.

“A RCP objetiva preservar a vida, restaurar a saúde, aliviar o sofrimento e minimizar as seqüelas. Podemos, ainda, dizer que um objetivo adicional da RCP é a reversão da” morte clínica (AMERICAN HEART ASSOCIATION, 1997). Cabe ressaltar que neste momento faremos uma análise de conceitos acerca de ressuscitação cardiorrespiratória (RCP) e seus tipos.

Segundo TIMERMAN; SANTOS (1998) entende-se por socorro básico ou RCP básica o conjunto de procedimentos de emergência, que podem ser executados por profissionais de saúde ou por leigos treinados.

Este consiste no reconhecimento da obstrução das vias aéreas, do reconhecimento de sinais de Parada Cardiorrespiratória e aplicação da RCP por meio da seqüência: abertura das vias aéreas, respiração boca a boca e compressão torácica externa.

O Suporte Avançado de Vida (SAV) ou socorro especializado é o conjunto de medidas que devem ser realizadas por profissionais de saúde, imediatamente no momento da intercorrência, consiste na desfibrilação elétrica, intubação endotraqueal eadministração de medicações.

A taxa de sucesso e a alta hospitalar têm sido relacionadas diretamente com pacientes, que foram atendidos rapidamente, em que as manobras básicas de RCP foram instituídas em menos de 4 minutos e as manobras de SAV foram iniciadas nos primeiros 8 minutos desde o início de PCR.

Conceito de RCP: é a interrupção súbita da atividade mecânica útil e suficiente e da respiração”.

Passemos a examinar as diferentes denominações que a PCR recebe como: Ressuscitação Cardiopulmonar, Ressuscitação Cardiorrespiratória, Reanimação Cardiorrespiratória Cerebral; todas estão corretas e consagradas, entretanto, o termo RCP (Ressuscitação Cardiorrespiratória) é o mais utilizado, sendo adotado pelo Conselho Brasileiro de RCP.

Com o aprimoramento da assistência à saúde, com especialização das técnicas e o crescimento de situações de agravo à saúde, a enfermagem cada vez mais está envolvida nesse processo, com maior responsabilidade e envolvimento na resolução dos problemas dos pacientes.

As condutas devem ser tomadas imediatamente, não se admite indecisões, pois disso depende a vida dos pacientes. Por serem tantas informações sobre Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) como técnicas, equipamentos, drogas e doses, que muitas vezes no momento da emergência, não sabemos ao certo como devemos agir.

A ressuscitação cardiopulmonar desafia os que atendem a esta situação emergencial, a tomarem decisões rapidamente com alta resolutividade, sob pressão e até mesmo em situações dramáticas.

Algumas providências são extremamente importantes como obtenção de acesso venoso, intubação orotraqueal, identificação do ritmo e administração da medicação prescrita.

Os socorristas devem reavaliar constantemente cada aspecto da tentativa de ressuscitação como a adequação da manutenção das vias aéreas; eficiência das ventilações; causa da PCR; definição do comprometimento do estado geral do paciente. É necessária constante avaliação e estar preparado em relação à evolução do paciente.

Assim, em qualquer lugar em que exerça sua atividade, o enfermeiro deve estar pronto sob todos os pontos de vista para atender uma RCP. Torna-se imprescindível que as técnicas relacionadas a RCP sejam padronizadas para se alcançar qualidade e eficiência no atendimento.

Além disso, o aperfeiçoamento e aprofundamento de conhecimentos científicos e o trabalho em equipe definem o sucesso da atividade.

A integração de esforços em uma equipe multiprofissional proporciona ao paciente uma qualidade de assistência da qual o papel do enfermeiro assume o papel de coordenador.

É função prioritária do enfermeiro prestar assistência de enfermagem ao paciente grave, com maior comprometimento, principalmente em situações de emergência.

Este papel do enfermeiro na RCP é muito mais abrangente que a simples assistência ao paciente, cabendo a este profissional a responsabilidade do provimento de materiais e treinamento da equipe.

Cabe a este profissional a orientação dos auxiliares e técnicos de enfermagem quanto ao reconhecimento precoce do problema e quais ações deverão ser tomadas.

Para tal, é preciso que profissionais de saúde envolvidos no atendimento aos pacientes façam ampla discussão e definam protocolos de atendimento de ressuscitação cardiopulmonar e estabeleça-se um canal aberto de comunicação sobre o assunto, sobretudo com familiares de pacientes que apresentam alto risco de PCR.

O trabalho do enfermeiro na ressuscitação cardiopulmonar perpassa por todas as fases de atendimento, inclusive antes na prevenção e identificação precoce de sinais e sintomas. A equipe de enfermagem coordenada pela enfermeira deve garantir condições adequadas de atendimento a situações críticas.

A previsão e provisão de necessidades e a garantia de funcionamento de materiais e equipamentos define as ações que serão realizadas durante e após um atendimento. É preciso assegurar os instrumentos básicos de trabalho e o treinamento da equipe em como utilizá-los para a obtenção de bons resultados.

A adequação de recursos materiais, humanos e treinamento continuado é função do enfermeiro, independente de sua especialidade ou unidade de trabalho em que esteja alocado para o atendimento de emergência.

A equipe de enfermagem deve ser organizada e dividida com definição de funções, de modo a escalar pelo menos três elementos de enfermagem e um enfermeiro.

O enfermeiro deve elaborar escala diária para atendimento de emergência que possam ocorrer durante seu plantão e considerar que o conhecimento prévio das atividades a serem realizadas otimiza o atendimento e diminui o estresse da equipe.

A Reestruturação ou organização da área física e a guarda dos equipamentos deve ser feita para que o acesso a esse material seja fácil.

O enfermeiro deve avaliar sua unidade quanto à presença de tomadas de energia elétrica, a disponibilidade de rede de oxigênio e vácuo, macas firmes e com travas, tábua de massagem, carro de emergência com desfibrilador, outros equipamentos e medicamentos para o atendimento de emergência, assim como, reposição de medicamentos necessária durante e após o atendimento.

O enfermeiro é responsável por elaborar uma rotina de checagem de materiais e equipamentos, datas de validade de medicamentos e de esterilização dos materiais, datas de manutenção preventiva, lacre do carro das parada, teste do desfibrilador, controle de estoque mínimo do material de ressuscitação e equipamentos de proteção individual.

O enfermeiro ocupa importante papel na equipe multiprofissional em todas asáreas de assistência. Entretanto, durante a RCP, sua atuação como líder, na tomada de decisão juntamente com a equipe de enfermagem, merece preparo técnico e educação continuada.

Espera-se do enfermeiro um controle de suas emoções durante o atendimento de um PCR, bem como na manutenção da harmonia e diminuição do estresse de sua equipe. Dessa forma, faz parte do seu treinamento impedir que a ansiedade interfira na sua capacidade de raciocínio.

A enfermeira do serviço de emergência, através da educação, treinamento e experiência, está habilitada para avaliar e identificar os problemas de assistência à saúde do paciente em situações de atendimento, de maior complexidade e de emergência.

Além disso, a enfermeira estabelece prioridades, avalia minuciosamente os pacientes, oferece suporte e apoio às famílias e supervisiona a equipe de saúde. As intervenções de enfermagem são executadas interdependentes, de acordo com a prescrição e o trabalho integrado com a equipe médica.

As prescrições de enfermagem e intervenções médicas adequadas são antecipadas com base nos dados do histórico.

As pessoas da equipe de saúde, que fazem atendimento emergencial atuam como um time, utilizando habilidades altamente técnicas e sensíveis, necessárias nos cuidados aos pacientes em situações de emergência.

Os pacientes atendidos numa emergência apresentam uma ampla variedade de problemas atuais ou potenciais. O estado do paciente pode alterar-se dinamicamente, e a coleta de dados e avaliação de enfermagem precisa ser contínua.

Assim, os diagnósticos da enfermagem devem ser atualizados conforme a condição e evolução do paciente. É essencial que todos os profissionais da equipe do serviço de emergência considerem todos os pacientes com o mesmo potencial e, portanto, necessita-se que empreguem as precauções-padrão universais no controle de infecções e minimizem a exposição.

2. ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM SITUAÇÃO DE PCR (PARADA CARDIOPULMONAR)


Será caracterizado um atendimento intra-hospitalar e o paciente não apresenta traumas.

 ABCD Primário

Avaliar a responsividade da pessoa: vá próximo da pessoa, fale alto e toque –a nos membros superiores, chamando a atenção da pessoa. Chame rápido por ajuda:

Toque a campainha do quarto solicitando ajuda.
A vítima deverá estar sobre uma superfície rígida.

A) Abrir as vias aéreas: Abra a boca e verifique se há presença de sangue, secreções, objetos estranhos e vômito. Caso haja alguma obstrução, faça a Manobra de Chin Lift ou Jaw Trust.

Remova o que obstrui com um pedaço de pano ou roupa, sempre virando o paciente de lado. Cuidado, pois, mesmo inconsciente a vítima pode te morder, então enrole um pano ou pedaço de roupa nas laterais da boca, antes de tentar retirar.

B) Avaliar ausência de respiração. O socorrista deve fazer a técnica de olhar, ver e sentir: posicione-se de tal maneira que você consiga quase tocar a boca com sua orelha e verificar o movimento do tórax, verificando a expansibilidade torácica.

Confirmada ausência de ar, inicie as ventilações: se disponível insira a cânula orofaríngea, caso contrário utilize uma máscara facial de bolso de preferência com uma válvula de via única.

Mantenha a posição elevada da cabeça e aplique duas ventilações durante 2 ou 4 segundos, dê um espaço de tempo de 1 a 2 segundos para a saída de ar (expiração). Classifique corretamente se esta ação esta sendo satisfatória, que o tórax esta tendo uma expansibilidade.

Caso contrário, tente novamente as manobras para que a cabeça continue inclinada e as ventilações. Caso resposta negativa confirma-se à obstrução das vias aéreas.

C) Confirmar ausência de pulso. Verifique a presença do pulso na artéria carótida, com duração de 5 a 10 segundos, pois o pulso pode estar difícil de detectar (rápido, fraco, lento, irregular).

“Neste ponto, o socorrista confirmou uma parada cardíaca” completa “. Frente a uma vítima que está inconsciente, não responsiva, sem respiração e sem pulso, o socorrista deve realizar compressões torácicas e ventilação artificial, imediatamente”.

Inicia-se a RCP, compressão torácica e ventilações. É uma atitude de absoluta responsabilidade e deve ser feita por pessoas capacitadas, para não trazer nenhum agravo à vida da vítima.

Como realizar um RCP manual: na região torácica – sob esterno e pessoa a 90º usa-se o peso do próprio corpo, 2 dedos acima apêndice xifóide, mãos – dedos para cima só a palma no esterno.

OBS: terço inferior do osso esterno, 4 a 5 cm de rebaixamento do esterno, sobre a coluna, 30 massagens para 2 ventilações (com 1ou 2 massagistas) checar pulso carotídeo a cada 4 ciclos, manter freqüência de 100 massagens por minuto.

D) Desfibrilar FV/ TV se identificadas. Esse aparelho deve chegar juntamente com a pessoa, que foi solicitada ajuda e que está capacitada para esta função.

OBS:
 Se o socorrista não identificar uma FV dentro dos 10 minutos de colapso, a atitude de tentar desfibrilar com sucesso aproxima-se do zero. Sendo assim, a agilidade de identificar, classificar e agir dentro do ABCD primário é muito importante.

 ABCD Secundário

A) Vias aéreas:
 Estabelecer uma troca de ar efetiva. Caso a intubação estiver sendo preparada, insira uma sonda nasal ou cânula nasogástrica e pressione a cartilagem cricóide para prevenir aspiração. A intubação endotraqueal deve ser realizada por pessoas competentes para a ação; um médico, que fornecerá um controle definitivo das vias aéreas.

B) Respiração: Verifique se há expansibilidade torácica. Obtenha a confirmação de várias formas se o tubo endotraqueal está posicionado corretamente como: radiografia ausculte a região epigástrica.

C) Circulação: O primeiro local para um acesso venoso é a fossa antecubital, soluções salinas são mais baratas, possuem maior durabilidade e expandem melhor o volume extravascular.

Na via endotraqueal podem ser administradas medicações como: epinefrina, lidocaína e atropina. Sempre com a equipe multidisciplinar, principalmente o médico.

A técnica é posicionar rapidamente um “cateter através de agulha” longo (35 cm) por dentro do tubo endotraqueal, pare com as compressões torácicas, injete 2 a 2,5 vezes a dose normal da medicação através do cateter, administre, a seguir, bolus de 10 ml de solução salina através do cateter, adapte, imediatamente, a bolsa de ventilação e ventile com força 3 a 4 vezes.

Se não houver um “cateter através de agulha” disponível, é possível usar um equipo de heparina com agulha de 20 – gauge através da parede do tubo endotraqueal para administrar e aerolizar medicações durante as ventilações, esteja preparado para administrar um bolus de 20 a 30 ml de fluido IV e elevar o braço após cada medicação IV. Isto irá apressar a chegada da medicação na circulação central.

Para tanto é imprescindível o conhecimento acerca das drogas, indicações, efeitos colaterais e vias de administração.

3. MEDICAMENTOS
Adrenalina/Epinefrina

A droga mais utilizada no tratamento da PCR. Seu efeito estimulante beta - adrenérgico provoca intensa vasoconstrição periférica (arterial e venosa), aumento da pressão aórtica e da perfusão coronária e, por conseqüência, melhora do automatismo do nó sinusial, cronotropismo e inotropismo cardíaco.

Existe também a possibilidade de a epinefrina transformar a fibrilação ventricular fina em grossa (maior amplitude), o que a torna mais sensível á desfibrilação.

Dose e Administração:
Na Parada Cardiorrespiratória

 1 mg EV a cada 3 a 5 minutos seguida de bolus de 20 ml de água destilada ou SF 0,9%.
 2 a 2,5 mg diluídos em 10 ml de SF 0,9% via endotraqueal a cada 3 a 5 minutos.

Observação: a epinefrina é incompatível com soluções alcalinas (bicarbonato de sódio). O uso de doses progressivas ou altas doses em bolus não está mais recomendado pela associação ao pior prognóstico neurológico, após a recuperação da circulação espontânea. Apresentação: ampolas 1ml – 1 mg.

 Amiodarona

Teve sua eficácia comprovada quando comparada ao placebo e á lidocaína em PCR por FV/ TV sem pulso, extra-hospitalares.

Provavelmente, sua recomendação como classe IIB será revisada nas próximas diretrizes. Pequenos estudos recentes demonstraram a eficácia e a segurança do uso não diluído da amiodarona em PCR.

Dose e Administração: Na Parada Cardiorrespiratória:

 300mg em bolus lento (30 segundos a 2 minutos), diluído em 20 a 50 ml de Sg 5% ou NaCl 0,9%; pode ser repetida (uma dose adicional) de 150 mg após 5 a 10 minutos, caso manutenção da FV/TV sem pulso.

Observação: durante infusão da dose de manutenção, deve ser utilizada a solução glicosada 5%, em frasco de vidro ou ecoflac, para evitar aderência da droga ao frasco”.

Apresentação: Ancoron, Miodaron, Atlansil: ampolas de 150 mg (3 ml), comprimidos 100 e 200 mg, frascos (gotas) com 30 ml (200mg/ dia)”.

Atropina

“Droga vagolítica indicada na bradicardia e assistolia. Na PCR, a dose mínima é de 1 mg IV; em doses baixas, existe ação parassimpatomimética inicial por estímulo vagal central.”

Dose e Administração: Na Parada Cardiorrespiratória:

 1 mg EV a cada 3 a 5 minutos seguida de bolus de 20 ml, de água destilada ou SF 0,9%. Não exceder a dose total de 0,03 a 0,04 mg/Kg.

 2 a 2,5 mg diluídos em 10 ml de SF 0,9% via endotraqueal á cada 3 a 5 minutos.

“Na Bradicardia Sintomática”.

 0,5 a 1 mg EV. Não exceder a dose total de 0,03 a 0,04 mg/ Kg.

Apresentação: Atropina: ampolas de 0,25 e 0,5 mg “.

Bicarbonato de Sódio

Na parada cardiorrespiratória, a hipoperfusão tissular e pulmonar associada á hipoventilação resulta em acúmulo de gás carbônico (acidose respiratória).

A conseqüente acidemia diminui o limiar da fibrilação, reduz a contratibilidade miocárdica, diminui a taxa de despolarização espontânea do sistema de condução, diminui a possibilidade de sucesso da desfibrilação e atenua a resposta agonista beta-adrenérgica.

A administração de bicarbonato pode levar á alcalemia rebote, á acidose liquórica paradoxal, a aumento da resistência vascular cerebral, a edema cerebral, á diminuição do limiar das arritmias, á hipocalemia, á hipóxia tecidual (desvio da curva de saturação da hemoglobina para a esquerda), á hipernatremia, á hipofosfatemia, á hiperosmolaridade (elevação plasmática de 6 mOsm/L para 50 mEq de bicarbonato reposto equivale a 500 ml de SF0,9%).

O bicarbonato de sódio é indicado em acidose metabólica grave (bicarbonato abaixa de 12 mEq/L ou pH abaixo de 7,1), hiperpotassemia em prolongada ressuscitação, com atendimento inadequado.

Nessas circunstâncias, a dose de bicarbonato pode ser empiricamente administrada na dose de 1 mEq/ Kg ou baseando-se no estudo gasométrico.

Dose e administração:

 mEq/Kg reposição empírica até a chegada da gasometria
 Peso x 0,3 x excesso de base = repor 1/3 a 1/2do total.
 (24- Bic encontrado) x Peso x 0,6.

Administração: Ampolas e Frascos: a 10%: 1,2 mEq/mL

 Ampolas e frascos 8,4%: 1 mEq/mL.”

Cálcio
“O cálcio é fundamental para contrabilidade miocárdica. Entretanto, pode suprimir a atividade sinusial, aumentar o vasoespasmo coronariano e afetar adversamente arritmias induzidas por digital”.

Dose e administração:

 10 a 20 ml de gluconato de cálcio a 10%.

Apresentação: Gluconato de cálcio 10%: ampolas de 10 ml contendo 1g de cálcio.

Lidocaína


A lidocaína diminui o automatismo (retardo da fase 4 ou despolarização espontânea), aumenta o limiar de fibrilação, inibe a reentrada.

Anteriormente, era droga de classe Iib para o tratamento de FV e TV sem pulso; pelas diretrizes de ressuscitação do ano 2000, tornou-se droga de classe Indeterminada, ainda passível de uso, porém sem o mesmo suporte de evidência da literatura.

Doses e Administração


Parada Cardiorrespiratória (FV/TV sem pulso)

 Dose inicial: 0,75 a 1,5 mg/ Kg EV seguida de bolus de 20 ml de água destilada ou SF 0,9%.

Caso VF/TV refratárias á primeira dose: 


 1 a 1,5 mg/Kg seguida de bolus de 20 ml de água destilada ou SF 0,9% a cada 3 a 5 minutos até total de 3 mg/Kg.

 Caso Administração Endotraqueal: 2 a 3 mg/Kg em dose única diluída em 10 ml de SF0,9%.

Após reversão da arritmia, a dose de manutenção é de 2 a 4 mg/ minuto (30 a 50 mg/Kg/minuto), na seguinte diluição: SG 5% 200ml adicionando 50 ml de Lidocaína 2% ( sem vasoconstritor): nesta diluição teremos:

 15 ml = 1mg/minuto
 30 ml = 2mg/minuto
 45 ml = 3 mg/minuto
 60 ml = 4 mg/ minuto

Taquicardia Ventricular ou de Complexo Alargado de Tipo Incerto:

 Dose inicial: 1 a 1,5 mg/Kg EV em bolus.

 Doses repetidas de 0,5 a 0,75 mg/ Kg a cada 5 a 10 minutos; máximo de 3 mg/Kg.

Apresentação: Xylocaína 2% - frasco de 20 ml (20 mg/ml)”.

Procainamida

 Doses e administração: PCR: FV /TV sem Pulso 20 a 50 mg/ minuto (máximo 17 mg/Kg)

• Dose de manutenção
 pós-reversão da arritmia (1 a 4 mg/ minuto).

Atenção aos critérios de suspensão da droga:


Supressão da arritmia
hipotensão
QRS alargado mais de 50% do inicial
Dose máxima de 17 mg/ Kg atingida.

Apresentação: Procamide frascos – 5 ml (500 mg)”.

Sulfato de Magnésio
 Dose e administração: Parada Cardiorrespiratória

 1 a 2 g EV em bolus diluídos em 10 ml SG 5%.

 Torsade de Pointes com pulso 1 a 2 g diluídos em 50 a 100 ml de SG 5% em período de 5 a 60 minutos.

 “Manutenção: 1 a 4 g/ h EV (controlar através de dosagem seriadas de magnésio sérico). Apresentação: Sulfato de Magnésio 10% - 10 ml.”

Vasopressina


Indicações: Recentemente demonstrou tendência á equivalência á adrenalina em PCR FV / TV e superioridade nas assistolias extra-hospitalar.

O racional para explicar este fato parece ser sua maior resistência a meios ácidos, comuns no pós – PCR, em relação á adrenalina.

  “Dose e Administração: 40 U EV em dose única após os três primeiros choques seguida de bolus de 20 ml de água destilada ou SF 0,9%.

Apresentação: Pitressin frascos 80 e 120 U.''

4. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Segundo Guimarães, o atendimento da RCP deve transcorrer em um ambiente tranqüilo, sem tumulto, de modo que todos possam ouvir o comando do líder com clareza. Não há justificativas nem desculpas para um atendimento desorganizado, tumultuado e desrespeitoso entre a equipe.

“A postura ética e moral e o seguimento das leis do exercício profissional devem permear todas as ações de enfermagem durante o atendimento de emergência”.

De acordo com Guimarães, a equipe de enfermagem deve estar pronta para o formato de atendimento por fases que consistem em sete etapas: antecipação, entrada, ressuscitação, manutenção, notificação da família, transferência e avaliação crítica.

A fase da antecipação acontece antes da ocorrência da PCR e é fundamental para o bom encaminhamento das ações durante o atendimento. Nesta etapa, analisam-se os dados iniciais, reúne-se a equipe, determina-se o líder, delineia-se as responsabilidades, os equipamentos são preparados e checados e ocorre o posicionamento da cada membro da equipe.

Na fase da entrada, o primeiro membro da equipe a checar responsabiliza-se pelo posicionamento da vítima no leito em decúbito dorsal horizontal e início do ABCD primário, acionando a equipe e o carro de emergência, priorizando a chegada do desfibrilador.

“Assim que o líder chegar à cena do atendimento, deve apresentar-se à equipe e imediatamente avaliar o paciente, assumindo o comando do atendimento”.

“Na fase da ressuscitação propriamente dita, os elementos da equipe devem posicionar-se e iniciarem imediatamente as ações”.

“A divisão da equipe de enfermagem e suas atribuições é prerrogativa de enfermeiro e deve ser realizada respeitando-se a disponibilidade de recursos humanos da unidade”.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conhecimento que adquiri realizando a monografia sobre o tema assistência ao paciente em situação de RCP foi muito importante.

Os conhecimentos técnicocientíficos, com base na bibliografia pertinente identificam condutas para obtenção de um atendimento com sucesso.

As principais diretrizes para realizar com sucesso um atendimento de urgência/emergência são: o treinamento de pessoas leigas, a nível extra-hospitalar, e a nível intra-hospitalar, e o treinamento de profissionais de enfermagem para o reconhecimento precoce de sinais e sintomas de PCR, com uso adequado de precauções-padrão.

O conhecimento técnico - científico atualizado de toda a equipe de saúde, bem como a previsão e provisão de recursos materiais possibilitam a intervenção com agilidade e precisão, o que determina o sucesso de um atendimento.

A pesquisa científica, em relação a esse tema, ainda é pouco explorada, sendo necessário que, no futuro haja um maior investimento pelos enfermeiros assistenciais e da academia.

Realmente é um tema que os profissionais de saúde conhecem, mas existem muitas lacunas e pesquisas a serem realizadas. Sabemos que atualmente, os profissionais de saúde extra-hospitalar têm conhecimento e familiarização com a situação RCP melhor do que no ambiente intrahospitalar.

Os profissionais precisam estar mais preparados para situações de estresse e decisões rápidas. Um atendimento organizado, com distribuição de funções e análise sobre os pontos negativos de um atendimento de RCP estressante, alivia e estimula a equipe para que, no próximo atendimento ofereçam um melhor desempenho positivo.

O enfermeiro é o elemento principal no atendimento de uma RCP, ele necessita manter-se informado e treinado, obtendo sucesso e entrosamento entre a equipe.

A educação continuada traz ao enfermeiro uma segurança maior no atendimento, com aprofundamento do seu conhecimento, o que propicia satisfação profissional e qualidade no atendimento ao paciente em situação de PCR.


sábado, 1 de outubro de 2011

Instruções para Coleta


Instruções para Coleta


Água (Exame bacteriológico da água)
• Higienizar a torneira;
• Regular um jato médio;
• Deixar a água correr por, pelo menos, 3 minutos;
• Abrir frasco estéril sem tocar na parte interna. O frasco só deverá ser aberto na hora da coleta;
• Completar o frasco com água, sem transbordar;
• Fechar bem o frasco e levar imediatamente ao laboratório.

Escarro
• A coleta deve ser feita ao acordar, pela manhã, e antes de se alimentar;
• Fazer higiene oral por bochechos e gargarejos com solução fisiológica estéril;
• Coletar o escarro por expectoração, de modo que o material venha do “peito” e não da garganta, diretamente no frasco fornecido pelo laboratório;
• Levar imediatamente ao laboratório (não refrigerar)

Esperma
• Fazer abstinência sexual por 3 dias (somente para espermograma);
• Lavar a mão e o pênis antes da coleta;
• Coletar, por masturbação, todo o volume ejaculado diretamente no frasco fornecido pelo laboratório;
• Anotar a hora da coleta;
• Fechar bem o frasco;
• Levar imediatamente ao laboratório (em no máximo 20 minutos), das 7h às 11hs;
• Caso tenha feito vasectomia não necessita abstinência.

Fezes (Exame parasitológico de fezes)
• Coletar as fezes diretamente no frasco fornecido pelo laboratório, ou bacia ou comadre, previamente limpa e seca, para coletar as fezes no momento da evacuação. É importante que se evite a contaminação com urina, água ou outro elemento.
• Não contamine externamente o recipiente e não o preencha até a borda.
• Leve imediatamente a amostra ao laboratório. Se a coleta tiver sido feita à noite, guarde o material na geladeira (não congelar).
• OBSERVAÇÕES:
- É contra indicado o uso de laxantes.
- Em caso de crianças, as fezes podem ser recolhidas das fraldas logo após a evacuação.
- Para a coleta de 3 amostras: coletar em dias alternados (por ex.: segunda, quarta e sexta).

Fezes (Pesquisa de sangue oculto)
• Coletar as fezes no momento da evacuação diretamente no frasco fornecido pelo laboratório, ou bacia ou comadre, previamente limpa e seca. É importante que se evite a contaminação com urina, água ou outro elemento.
• Não contamine externamente o recipiente e não o preencha até a borda.
• Leve imediatamente a amostra ao laboratório. Se a coleta tiver sido feita à noite, guarde o material na geladeira (não congelar).
• Amostras não devem ser colhidas durante ou após 3 dias do período menstrual ou se o paciente estiver apresentando sangramento hemorroidal.
• Álcool, medicamentos contendo ácido acetilsalicílico (Aspirina, AAS, Buferin, Doril, Somalgin e outros) podem causar irritação gastro intestinal e devem ser suspensas 48 horas antes da coleta.
• OBSERVAÇÃO:
- É contra indicado o uso de laxantes.

Pesquisa de oxiurus
• PREPARO: Este exame deve ser feito pela manhã ao despertar. Não deve ser usado nenhum medicamento local nem feito a higiene ou limpeza local antes da coleta.
• MATERIAL: Duas lâminas, tubo de vidro (fornecidos pelo laboratório), fita durex transparente.
• COLETA:
- Colocar a fita durex sobre a parte externa do fundo do tubo, deixando a parte colante livre;
- Levar a fita até a região perianal e fazer pressão em diversos lados;
- Colocar a fita sobre a lâmina, tendo o cuidado de deixá-la lisa, sem rugas;
- Repetir a operação com a segunda lâmina;
- Envolver as lâminas em uma folha de papel e levar ao laboratório;
- Evitar atrito com outros objetos para não quebrar ou deslocar a fita da lâmina.

Sangue
• A coleta de sangue é realizada no laboratório.
• É recomendável jejum de 4 horas para todos os exames de sangue, exceto os listados abaixo (ou os exames de sangue solicitados com urgência pelo médico):
- Ácido úrico, amilase, cálcio, fósforo, fosfatases, gama GT, HGH, glicemia de jejum, curva glicêmica, ferro sérico, capacidade de ligação, paratormônio, transferrina, VDRL, teste de tolerância à glicose, creatinina, PSA e TSH: 8 a 12 horas de jejum.
- Colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL, perfil lipídico, triglicerídeos: 12 a 14 horas de jejum.
- Beta-HCG (gravidez) e hemograma: É dispensável jejum.
• OBSERVAÇÃO:
- Não é recomendável fazer jejum prolongado (acima de 14 horas), pois isso pode alterar resultados de exames.

Urina de 12 horas
• Ao iniciar a coleta, despreze toda a urina retida e marque a hora (ex.: 7h00);
• Daí por diante, coletar integralmente todas as micções durante 12 horas (ex. até às 19h00, inclusive), esvaziando bem a bexiga nessa hora;
• Todo o volume recolhido, sem perder micção alguma, deve ser conservado em geladeira e entregue ao laboratório. A urina não pode ser congelada.

Urina de 24 horas
• Desprezar a primeira a urina da manhã e marcar a hora;
• Daí por diante, colher integralmente todas as micções durante o dia e a noite até completar 24 horas. Isso inclui a primeira urina do dia seguinte (mesmo horário da primeira urina do dia anterior);
• Todo o volume recolhido, sem perder micção alguma, deve ser conservado em geladeira e entregue ao laboratório imediatamente após o final da última coleta. A urina não pode ser congelada.

Urina jato médio (EQU/urocultura)
• Coletar preferencialmente a primeira urina da manhã;
• Fazer a higiene da região genital com água e sabão;
• Abrir o frasco fornecido pelo Laboratório apenas na hora da coleta, sem tocar na parte interna do frasco;
• Desprezar a parte inicial da urina;
• Colher a porção média da micção diretamente no frasco;
• Tampar o frasco imediatamente, cuidando para que este fique bem fechado;
• Levar a urina coletada imediatamente ao laboratório.

Condiloma - (crista de galo, figueira, ou cavalo de crista)


que é:
            O Condiloma é a Doença Sexualmente Transmissível que provoca a maior parte dos casos de câncer de colo de útero. As pessoas que se contaminam pela doença, tem que ter um acomanhamento ginecológico semestral, pois o vírus causador, HPV, não sai do sangue e, de tempos em tempo, pode provocar verrugas que devem ser cauterizadas. A doença é transmitida principalmente quando está manifestada. 
Como é Transmitida:  
  • relação sexual (contato com órgãos sexuais ou a secreção vaginal ou sêmen na relação vaginal, oral ou anal);
  • A casos raros de contaminação por objetos de uso íntimo.

Como se Previnir :
  • usando camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais vaginais e orais  
  • usando camisinha masculina ou feminina e lubrificantes a base de água (KY, Preserv Gel) nas relações sexuais anais
  • Também é bom realizar sempre o Auto-Exame, observado os próprios órgãos genitais, vendo se a cor, aparência, cheiro e pele estão saudáveis.
Auto-Exame da MulherAuto-Exame do Homem

           
O que Ocorre Após a Infecção - Sintomas:
A mulher apresenta verrugas na região genital, ânus ou boca. Essas verrugas podem se desenvolver causando câncer de útero.O homem pode apresentar verrugas no pênis, principalmente na glande, mas também no saco escrotal. O uso de camisinha NÃO previne das feridas localizadas no saco e virilha.

 Tratamento:
            Todas as pessoas com DST devem procurar um médico para evitar o desenvolvimento e agravamento da doença. Cada DST tem um medicamento específico, por isso não se deve buscar remédios com amigos ou em farmácias. Apenas o médico tem condições de dizer o tipo de DST, já que existem muitas com sintomas parecidos.
       
 IMPORTANTE:
Todas as pessoas com DST devem evitar manter relações sexuais durante o tratamento para facilitar a cura e evitar a contaminação de parceiros, caso não seja possível, é fundamental usar a camisinha.

Planejamento familiar


No Brasil, planejamento familiar é privilégio exclusivo dos bem-aventurados. Sem mencionar números, vou resumir o atoleiro ideológico em que estamos metidos nessa área.
Até a metade do século XX, poucas famílias brasileiras
deixavam de ter cinco ou seis filhos. Havia uma lógica razoável
por trás de natalidade tão altas:Planejamento familiar
1) A maioria da população vivia no campo, numa época de agricultura primitiva em que as crianças
pegavam no cabo da enxada já aos sete anos. Quantos mais braços disponíveis houvesse na família, maior a probabilidade de sobrevivência.
2) Convivíamos com taxas de mortalidade infantil
inaceitáveis para os padrões atuais. Ter perdido dois ou três filhos era rotina na vida das mulheres com mais de trinta anos.
3) Além da cirurgia e dos preservativos de barreira, não existiam recursos médicos para evitar a concepção. Na década de 1960, quando as pílulas anticoncepcionais surgiram no mercado e a migração do campo para a cidade tomou vulto, uma esdrúxula associação de forças se opôs terminante ao planejamento familiar no país: os militares, os comunistas e a igreja católica.
Os militares no poder eram contrários, por julgarem defender
a soberania nacional: num país de dimensões continentais, quanto mais crianças nascessem, mais rapidamente seriam ocupados
os espaços disponíveis no Centro-Oeste e na Floresta Amazônica.
Os comunistas e a esquerda simpatizante, por defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do
capitalismo e encurtaria caminho para a instalação da ditadura do proletariado. A igreja, por considerar antinatural – portanto, contra a vontade de Deus – o emprego de métodos contraceptivos.
O resultado dessas ideologias não poderia ter sido mais desastroso:
em 1970, éramos 90 milhões; hoje, temos o dobro da população,
parte expressiva da qual aglomerada em favelas e na periferia das cidades. Suécia, Noruega e Canadá conseguiriam oferecer os mesmos níveis de atendimento médico, de educação e de salários para os aposentados, caso tivessem duplicado seus habitantes nos últimos trinta anos?
O que mais assusta, entretanto, não é havermos chegado à situação dramática em que nos encontramos; é não adotarmos medidas para remediá-la. Pior, é ver não apenas os religiosos, mas setores da intelectualidade considerarem politicamente incorreta qualquer tentativa de estender às classes mais desfavorecidas o acesso aos métodos de contracepção fartamente disponíveis a quem pode
pagar por eles.
É preciso dizer que as taxas médias de natalidade brasileiras
têm caído gradativamente nos últimos cinquenta anos, mas não há necessidade de consultar os números do IBGE para constatarmos que a queda foi muito mais acentuada nas classes média e alta: basta ver a fila de adolescentes grávidas à espera de atendimento nos hospitais públicos ou o número de crianças pequenas nos bairros mais pobres.
Outra justificativa para a falta de políticas públicas destinadas a universalizar o direito ao planejamento familiar no País é a da má distribuição de renda: o problema não estaria no número de filhos, mas na falta de dinheiro para criá-los, argumentam.
De fato, se nossa renda per capita fosse a dos canadenses, a situação
seria outra; aliás, talvez tivéssemos que organizar campanhas para estimular a natalidade. O problema é justamente porque somos um país cheio de gente pobre, e educar filhos custa caro. Como dar escola, merenda, postos de saúde, remédios, cesta básica, habitação, para esse exército de crianças desamparadas que nasce todos os dias? Quantas cadeias serão necessárias para enjaular os malcomportados?
A verdade é que, embora a sociedade possa ajudar, nessa área
dependemos de políticas públicas, portanto dos políticos, e estes morrem de medo de contrariar a igreja. Agem como se o planejamento familiar fosse uma forma de eugenia para nos livrarmos dos indesejáveis, quando se trata de uma aspiração legítima de todo cidadão. As meninas mais pobres, iletradas, não engravidam aos 14 anos para viver os mistérios da maternidade; a mãe de quatro filhos, que mal consegue alimentá-los, não concebe
o quinto só para vê-lo sofrer.
É justo oferecer vasectomia, DIU, laqueadura e vários tipos de pílulas aos que estão bem de vida, enquanto os mais necessitados são condenados aos caprichos da natureza na hora de planejar o tamanho de suas famílias?
Gravidez indesejada e violência urbana
A irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.
Insisto em dizer que o planejamento familiar no Brasil é inacessível
aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média e os
mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm
acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções
e adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado, estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para
a mulher que não tem dinheiro.
Há pouco tempo, afirmei numa entrevista ao jornal O Globo que
a falta de planejamento familiar era uma das causas mais importantes para a explosão de violência urbana ocorrida nos últimos vinte anos em nosso País. A afirmação era baseada
em minha experiência na Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos, dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.
Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do primeiro escalão federal responderam incisivamente que não concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava “muito triste ser filho único”, e que “o ideal seria cada família brasileira ter cinco filhos”. O outro discordava baseado nos dados que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos últimos vinte anos, enquanto a violência em nossas cidades explodia.
Cito essa discussão, porque encerra o nó de nossa paralisia diante do crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180 milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as taxas
inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam o velho jargão da a queda progressiva dos valores médios dos índices ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis filhos em 1950; hoje esse número não chega a três. É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as analfabetas têm 4,4.
Em agosto de 2004, o jornal Folha de São Paulo publicou informações contidas no banco de dados do município, colhidas no período de 2000 a 2004 pela Fundação SEADE. A reportagem nos ajuda a avaliar o potencial explosivo que a falta de acesso aos métodos de contracepção gera na periferia e nas favelas das cidades
brasileiras.
Se tomarmos os cinco bairros mais carentes, situados nos limites extremos de São Paulo – Parelheiros, Itaim Paulista, Cidade Tiradentes, Guaianazes e Perus -, a proporção de habitantes inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam
mais do que o dobro da porcentagem de crianças encontrada nos
cinco bairros com melhor qualidade de vida.
O grande número de jovens, associado à falta de oferta e trabalho na periferia, fez o nível de desemprego no extremo leste da cidade atingir 23,5% – contra 12,4% no centro da cidade no ano passado. Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer assassinado na área do M’Boi Mirim, na zona sul, é 19 vezes maior do que em Pinheiros, bairro de classe média.
Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos consciência da associação de pobreza com falta de planejamento familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de brincar com boneca aguardando atendimento
nas filas das maternidades públicas também.
Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês
de colo na fila de entrada. Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança concebida involuntariamente por casais que não têm condições financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o País, obrigado a investir em escolas, postos de saúde,
hospitais, merenda escolar, vacinas, medicamentos, habitação,
Fome Zero e, mais tarde, na construção de cadeias para trancar os malcomportados.
O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas
que se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção, comprometemos o futuro do País,
porque aprofundamos perversamente a desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência urbana: crianças
maltratadas na primeira infância e descuidadas na adolescência,
que vão conviver com pares violentos quando crescerem.

DUAS NOVAS VACINAS NO CALENDÁRIO

Novas vacinas gratuitas no calendário de vacinação infantil: antipneumocócica e antimeningocócica

Fique atenta! O calendário de vacinação do seu filho vai ganhar duas novas vacinas este ano: antipneumocócica e antimeningocócica. Elas foram incorporadas ao calendário nacional de imunizações do Ministério da Saúde e agora serão distribuídas gratuitamente. Até o ano passado, só estavam disponíveis nas clínicas particulares, com um custo médio de R$ 250 cada dose da antipneumocócica e R$ 165 da antimeningocócica.

A primeira campanha nacional começa em março com a vacina antipneumocócica, que protege contra doenças causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, meningite, sinusite e otite. As doses vão ser dadas aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 12 e 15 meses. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, o pneumococo é a segunda maior causa de meningites bacterianas. Entre 2000 e 2008, foram cerca de 1.250 casos por ano.

Em agosto é a vez da vacina antimeningocócia, contra infecções e meningite causadas pela bactéria meningococo C. As crianças devem receber duas doses no primeiro ano de vida, aos 3 e aos 5 meses, com reforço aos 12 meses (ainda não confirmado pelo Ministério da Saúde).

Especialmente neste primeiro ano de implantação das duas vacinas, crianças de 1 a 2 anos que ainda não foram protegidas contra doenças causadas pelas bactérias meningococo e pneumococo serão imunizadas. As com mais de 12 meses devem tomar apenas uma única dose da antipneumocócia. Quanto à antimeningocócia, o Ministério da Saúde ainda não divulgou a dosagem. A partir de 2011, apenas crianças com até um ano serão beneficiadas.

Se seu filho já tomou alguma dose dessas vacinas na rede privada, você pode continuar a vacinação paga ou então fazê-la na rede pública, gratuitamente. “Mesmo que a dose da vacina que a criança tomou anteriormente seja de laboratório diferente da que está disponível no SUS (rede pública), não há riscos para a saúde da criança fazer essa migração”, diz Jean Gorinchteyn, infectologista do Hospital São Camilo. Só não esqueça de levar a carteira de imunização do seu filho no dia de ele tomar a vacina e de sempre respeitar as dosagens . “É importante que os pais cumpram a idade para cada dose, porque a criança não fica totalmente imunizada com apenas algumas delas”, diz Mauro Borghi, pediatra do Hospital São Luiz (SP




O Ministério da Saúde inclui, neste ano, duas novas vacinas no calendário público de vacinação. Em nota, o ministério informou hoje que vão ser incluídas no calendário básico de vacinação as vacinas pneumocócica 10-valente e a antimeningococo C. A primeira começa a ser ministrada em crianças menores de 2 anos de idade a partir de março e a segunda, a partir de agosto.
A adoção da pneumocócica 10-valente para o calendário de vacinação gratuita foi alvo de críticas  da comunidade MÉDICA, que questionou a escolha da vacina, nova no mercado e ainda sem estudos populacionais. Na rede privada, está disponível há dez anos outra vacina pneumocócica, 7-valente (a ser substituída neste ano por uma 13-valente), amplamente utilizada em diversos países.
A partir de 2011 essas vacinas vão integrar o calendário básico da vacinação de menores de 1 ano de idade. Serão investidos R$ 552 milhões, com a compra em laboratórios nacionais de 13 milhões de doses da vacina pneumocócica e 8 milhões da meningócocica, o que permitirá a imunização de 6 milhões de crianças.
Entre 2000 e 2008 o número de casos registrados de meningite bacteriana caiu de 4.276 para 2.648 (redução de 38%). No período, as mortes caíram 47%, passando de 777 para 412.
O SUS (Sistema Único de Saúde) REGISTROU entre 2000 e 2008 redução de 26,8% na ocorrência do pneumococo (principal agente de pneumonias em todas as faixas etárias). As internações no SUS pela doença caíram de 950 mil para 695 mil em 2008. No mesmo período a média anual de casos de meningite pneumocócica foi de 1.250 ocorrências, com 370 óbitos.
Os contratos com os laboratórios que vão fornecer as vacinas envolvem transferência de tecnologia. Segundo o Ministério da Saúde nos últimos cinco anos, o Brasil começou a produzir vacina contra a gripe sazonal, contra o rotavírus humano e a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba). Essas vacinas responderam por 28,6% da produção nacional em 2008.




sábado, 3 de setembro de 2011

trabalho de gestão de enfermagem




TRABALHOS DE
GESTÃO EM
ENFERMAGEM



Professora: Rosa Maria Turma: Téc. Saúde 8


Weslliany Kascia R. dos Santos nº 36
Aurimendes Batista de Oliveira nº 08
Luciana Gaspar de Oliveira nº 22
Denize Araujo Santos nº 13
Janaina Marino nº 18
Alex Sandro da Silva nº 02
Raquel Davi nº 27





                                                      São Bernardo do campo 29, de agosto de 2011

DATA: 26/08/2011

TEMA:

IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DO
PROCESSO DE TREINAMENTO REALIZADO
PELA EDUCAÇÃO CONTINUADA
E PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE.







DATA: 22/08/2011

TEMA:

RECONHECIMENTO DO CAMPO
DE ESTÁGIO,
PLANTA FISICA,
LEVANTAMENTO DO NUMERO DE LEITOS, FORMA DA UNIDADE
E ELEMENTO.


DATA: 23/08/2011

TEMA:

VERIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EQUIPAMENTOS
EXISTÊNTES NA UNIDADE, DESCARTÁVEIS E FIXO AVALIANDO
SUA FUNÇÃO, QUANTIDADE, MARCA E CONTROLES REALIZADOS.

DATA: 24/08/2011
TEMA:

VERIFICAÇÃO DA EXITÊNCIA DO REGIMENTO E MANUAL DE ENFERMAGEM AVALIANDO A EFICÁCIA DA ROTINA DE ADMISSÃO ALTA E TRANSFERENCIA DO PACIENTE E PASSAGEM DE PLANTÃO.


DATA: 25/08/2011
TEMA:

IDENTIFICAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS, ESCALA DE DESTRIBUIÇÃO DE PESSOAL E DE TRABALHO, EFICÁCIA JUNTO A EQUIPE.




DATA: 26/08/2011

TEMA:

IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE TREINAMENTO REALIZADO PELA EDUCAÇÃO CONTINUADA E PARTICIPAÇÃO DA EQUIPE.



Observação: Participação da aluna
Carolina Aldana nº 04 turma tec. saúde 6


DATA: 30/08/2011
TEMA:

COLETA DE DADOS NA UNIDADE AO CLIENTE FRENTE À QUALIDADE NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM,
LEVANTAMENTO DOS PROBLEMAS E PROPOSTAS DE SOLUÇÃO.


EDUCAÇÃO CONTINUADA E PROCESSO SELETIVO

A educação continuada tem como objetivo integrar, acompanhar, treinar e instruir os novos funcionários admitidos pela instituição. Esta integração ocorre com a apresentação do projeto de educação realizado por cada responsável das equipes, dentre eles enfermeiros, psicólogos, administração de recursos humanos, médicos, nutricionista enfim equipe multidisciplinar.
Logo estes mesmos profissionais apresentam e expõe sua rotina, normas, planta física do local e expectativas. Ocorre então uma divisão de funcionários, sendo cada um sobre sua função para que a educação continuada seja focada no âmbito profissional do admitido.
Em relação à educação continuada aplicada a enfermagem no HOSPITAL MARIO COVAS desde sua integração até disposição dos funcionários no setor, temos 30 dias de treinamento, sendo que, no primeiro dia ocorre a apresentação de chefias, vídeos, rotinas, palestras, dinâmica de grupo e individual, conhecimento do sistema de informatização, teorias e pratica técnico cientificas. No final da integração o funcionário é analisado conforme seu desempenho e perfil profissional, sendo encaminhado para unidade acompanhado pelo supervisor do plantão.
Portanto dados recolhidos na pesquisa do setor deste hospital indicam que o paciente tem direito a uma assistência de qualidade, como prevê a missão do próprio hospital em seu ato de criação. Muito sofrimento pode ser amenizado, mortes podem ser evitadas pelo cuidado atencioso, sério e competente do profissional de Enfermagem o que supõe constante atualização dos conhecimentos pela educação continuada, pois após o processo de seleção e necessário que o funcionário admitido esteja a cada intervalo de tempos em constante atualização.













            



 Resumo do Manual de Enfermagem

Manual de Enfermagem

            Em cada setor existe um Manual de Enfermagem que fica guardado em uma bancada de fácil acesso para consulta.
            O conteúdo do Manual é seguido pelos colaboradores da instituição e serve como instrumento de pesquisa.
            Segue abaixo o protocolo para alguns itens:

* Admissão:

            Ocorre quando é solicitada vaga da internação, UBS com indicação cirúrgica, ou da UTI e também do Centro cirúrgico. Depois de admitido o paciente, independente do onde veio, é aferido os sinais vitais, orientado a rotina do setor, recebe a identificação que ocorre através de pulseira e também na cabeceira do leito, recebe o avental do hospital para utilização durante o período de internação suas roupas e outros pertences são entregues a familiares, após registro em livro de pertences pela enfermagem ou se não houver acompanhante os pertences são guardados em um armário no quarto do paciente. Depois de admitido pelo Auxiliar de enfermagem o prontuário é entregue para secretária de Ala lançar no sistema.
            Em casos de admissão no pré operatório o paciente é preparado para o procedimento conforme a prescrição médica, se admitidos proveniente do Centro Cirúrgico ou da UTI observar ferida operatória, drenos, cateteres, perfusão do acesso venoso, nível de consciência e a fins.
            A RPA de pacientes coronários, cardíacos, e neurológicos são realizadas na UTI.

* Transferências:
           
            É realizada interna e externamente com solicitação do médico, no caso de transferência interna é passado o caso do paciente de enfermeira para enfermeira por telefone e no momento que é admitido em outro setor o plantão é passado de Auxiliar de enfermagem para Auxiliar de enfermagem e é entregue o prontuário do paciente ao Auxiliar enfermagem que recebeu a transferência.

* Passagem de plantão:

            É realizada leito a leito quando todos os funcionários da equipe chegam para receber o plantão, (sendo preconizados 15 minutos de antecedência do horário de entrada), em caso de situação delicada que possa expor o paciente é passado somente o básico e fora do quarto em local reservado é complementada a passagem do quadro do paciente e intercorrências; é passado também de enfermeiro para enfermeiro.

* Alta Hospitalar:

            Poderá ocorrer em qualquer horário, sendo que a noite até as 20:00Hs, após esse horário se houver indicação médica. O auxiliar de enfermagem retira o acessos venoso, auxilia na troca de roupa, solicita assinatura do familiar ou acompanhante no livro de pertences, esclarece dúvidas quando for possível, entrega a documentação do paciente (exames, resumo de alta, receitas, encaminhamentos e etc.). Encaminhar o paciente de cadeira de rodas até a saída acompanhado do familiar, após realizar a anotação de enfermagem referente a alta.

* Óbito:

            Logo que constatado é realizado um ECG para verificar se está em ISO sendo confirmado pelo medico, o óbito imediatamente é registrado o horário e o médico que atestou o óbito, após é preenchido os papeis necessários e realizado o preparo do corpo na própria unidade, sendo o corpo depois de preparado identificado com uma via, a outra via fica no prontuário e a terceira é encaminhada para a segurança.
            Em caso de óbito sem diagnóstico fechado somente é retirado drenos e acesso venoso e o corpo é encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Óbito decorrente de morte violenta (ferimento por arma de fogo, arma branca, etc.) o corpo é encaminhado para o IML onde o médico legista é responsável por laudo que tem aspecto jurídico e legal.
            Em todas as situações o Auxiliar de enfermagem deve realizar a anotação de maneira clara, objetiva e de bom entendimento para compreensão de todos.
































ESCALA DE DISTRIBUIÇÃO DE PESSOAL E TRABALHO.

Diante dos dados colhidos foi averiguado que no HOSPITAL MARIO COVAS, é utilizado à carga horária de 12x36, sendo assim, 15 (quinze) plantões trabalhados com duas folgas no mês, está escala é aplicada nesta ala hospitalar somente para plantões noturnos. Os funcionários do diurno usam uma escala de 6x1 onde eles trabalham 6 horas diárias, com quatro folgas no mês.
Há casos que os funcionários ultrapassam de sua carga horária, fazendo assim o uso de banco de horas, ou seja, quando é necessário o individuo utiliza as horas ultrapassadas de sua carga horária com consentimento do enfermeiro chefe do plantão. Perante as informações colhidas no setor CLINICA CIRURGICA 4 do HOSPITAL MARIO COVAS, a grande maioria dos funcionários não vêem empecilhos ou dificuldades no momento de executar todas as rotinas diárias, pois trabalham em equipe de mútua  colaboração, mesmo assim observamos que é estabelecida pelo enfermeiro a rotina e fixada no mural do setor, segue abaixo a rotina encontrada por nosso grupo de pesquisa;

ATIVIDADES DIÁRIAS DO AUXILIAR DE ENFERMAGEM

Controle de materiais fixos
Controlar a quantidade e o bom uso de cadeiras de roda e macas
Controlar a quantidade e bom uso de aparelhos de glicemia capilar, estetoscópios, esfignomanometro e torpedos de O2.
Controle de temperatura da geladeira, controlar a cada plantão a variação da temperatura, realizar a limpeza da geladeira
Controle de materiais de CME, comadres, papagaios, jarros, baldes, bacias, materiais de curativos cirúrgicos e campos fenestrados
Troca de almotolias: trocar semanalmente as almotolias, Platão diurno identificar com etiqueta padrão, data do envase e data da próxima troca
Organização do expurgo: manter a organização do local, suporte de hamper com sacos verdes, os sacos cheios devem ser retirados, controlar o cruzamento de fluxo materiais limpos com materiais sujos.
Perfuro cortante: controlar os perfuro cortantes até a linha de segurança, fechar e montar caixas de perfuro cortantes, controle de identificação de multidoses, controlar a data de abertura dos frascos e tomada.

ATIVIDADES DIÁRIAS DO ENFERMEIRO

Conferencia de psicotrópico: recebimento, utilização, devolução e protocolo
Conferencia do carro de emergência e kits
Validação de conferencia de temperatura da geladeira
Validação de conferencia do estoque mínimo de MED/MAT
Validação de conferencia de materiais do CME
Lançamento do senso de feridas
Elaboração de escala de atividades e escala de folgas
Impressão de mapa cirúrgico e checagem de pré-operatório de pacientes internados




PESQUISA DE SATISFAÇÃO E POSSIVEIS SOLUÇÃO

O objetivo desta pesquisa de satisfação do cliente, é mensurar o que os pacientes estão pensando, sentindo a respeito da equipe de enfermagem e multiprofissional, hospital e serviços oferecidos. A pesquisa de satisfação de clientes não é apenas documentos para preencher requisitos de gestão da qualidade, elas devem ter foco na melhoria de atendimento e desempenho da organização. Para tanto, foi necessário que nossa equipe elaborasse questões especificas para o setor.
Dentro deste contexto foi questionado em média 10 enfermarias contendo 3 leitos da CLINICA CIRURGICA 4 do HOSPITAL MARIO COVAS.

QUESTÕES E RESPOSTAS OBTIDAS

1 – Qual o nível de satisfação do cliente quanto as informação prestadas pela equipe de enfermagem e o procedimento a ser ultilizado?

R - A maioria dos pacientes analisados refere que é satisfatório, porem profissionais ainda existem profissionais que fazem pouco caso e apenas realizar seu procedimentos sem passar informações dos mesmos.

2 – Já houve algum problema com a equipe de enfermagem em relação ao cuidado?

 R – A única existente é em relação ao plantão noturno, pois em alguma ocasiões o atendimento é demorado.

3 – de 1 á 5 qual a sua nota em relação equivalente ao cuidado e assistência da equipe de enfermagem?

R – Notas entre 4 e 5

4 – Como é a educação e o respeito da equipe de enfermagem para com os clientes e funcionário?

R – A maioria são educados, e possuem muito respeito, em casos isolados alguns não conversam muito e são pouco atenciosos.

5 – Em relação o material, você sente que falta algo para a realização Dops procedimentos, ou a enfermagem usa tudo no improviso?

R – O hospital possui material o suficiente e eficaz, a equipe de enfermagem usa como deve ser utilizado.

6 – Falando da equipe da enfermagem, em geral, como você avalia o conhecimento deles com a função exercida?

R – Possuem ótimo conhecimento, tem confiança no que fazem e são bem treinados.

POSSÍVEIS SOLUÇÕES

Com a pesquisa, não obtivemos grau elevado de reclamação e desagrado, frente a isso achamos que é cabível colocar uma caixa de sugestões na porta de cada unidades e não somente na entrada do hospital, assim o cliente que obteve alta hospitalar poderá dar sua sugestão ou opinião sobre o serviço prestado. A mesma deverá ser recolhida pela administração de cada unidade ao final de cada mês, para a realização de uma possível reunião com os enfermeiros das unidades e chegar a uma conclusão para melhoria do serviço prestado pela instituição.
















LEVANTAMENTO DE OBJETOS EXISTENTES NA UNIDADE

Para um bom funcionamentos de uma unidade hospitalar é necessário que haja uma boa estrutura do hospital, e isto inclui planta física, materiais utilizado, equipamentos e etc. enfim. Levantamos nesta unidade o que é necessário para a desenvoltura das atividades da mesma.

Objetos fixo                                                                                

 01 câmera
01 porta balcão
24 portas
12 janelas
10 sensores de alarmes
25 sensores de fumaça
15 pias
15 tone iras
11 privadas
10 chuveiros
30 tomadas 220
60 tomadas 110
20 interruptores
10 régua de gazes
28 luminárias
1 alarme de incêndio
2 Bancadas de preparação de medicamento
1 armário de prontuários
24 saboneteiras
24 papeleiros
12 dispense de álcool gel
2 armário de materiais
1 filtro
1 suporte para copos
1 carinho de parada
11 banheiros
1 quadro de energia

Objetos moveis

6 cadeiras
3 cadeiras de roda
6 rampers
10 mesa de refeições
10 suportes de soro
3 coletores de lixo
37 lixeira comum
3 extintores
4 computadores
3 biombos
2 torpedos de oxigênio
1 ventilador mecânico
10 televisão
30 escadas


Materiais descartáveis do arsenal

Dersani
Pluiton gel 15g
Pomada hirudoid
Nistatina pomada
Eletrodos descartáveis
Coletores de secreções máster
Equipo macro e micro gotas
Sonda de aspiração markmed
Sonda de foly solidor
Torneirinha 3 vias Mark med.
Luvas estéreo dial
Equipo de irrigação de 2 via Hart Mann
Equipo samtronil par bomba de infusão multi gota
Polifix duas vias
Carvão ativado estéril
Curativo idiocolo estéril
Curativo alginceto de cálcio
Jelco 14, 16, 18,20 e 24
Filme para cateter
Agulha para punção óssea
Balsa kaiaya
Fio de nylon 0,2-0,3-0 e 4-0
Agulha 40 x 12, 13x 45 e 30x 70 insulina
Água destilada
Bisturi descartável
Scalp 23,25
Uripen 16
Heparina sódica
Seringa de insulina 3 ml, 5 ml, 10 ml, 20 ml e 50 ml
Tela para procedimento cirúrgico
Sonda uretral de alivio
Glicose 5%
Cloreto de sódio 9%
Descarpax









RECONHECIMENTO DO CAMPO DE ESTAGIO


O HOSPITAL MARIO COVAS disponibilizou para os alunos do curso técnicos de enfermagem seu setor de CLINICA CIRURGICA 4 para utilização como campo de estagio e pesquisa do grupo. Neste campo de estagio observamos que a unidade está localizada no 5º andar do prédio, é de fácil acesso para os usuários, verificamos também que o setor tem o formato de retângulo que ajuda e contribui para o trabalho da equipe e deambulação dos pacientes e visitantes. A equipe é formada por profissionais treinados e atualizados, sendo eles: 6 enfermeiros padrões, 19 auxiliares de enfermagem, médicos plantonistas, nutricionista e outros.


Planta física


Uma unidade clinica cirúrgica deve ser projetada baseando – se em padrões de admissão de paciente, fluxo de visitantes e funcionários segundo algumas normas estabelecidas. Nesta encontramos os seguintes tópicos:

Leitos – A clinica contém 10 quartos de enfermaria, sendo que, um deles é reservado para os pacientes em precaução, cada quarto dispõe de 3 leito. Dentro de cada quarto das enfermaria existem 1 banho de uso coletivo pelos internados.

Expurgo – Acoplado a está unidade está o deposito de materiais contaminados, mas conhecido como expurgo, onde são colocados os materiais já utilizados pelos profissionais como; roupas de cama, comadres, papagaios, baldes e bacias de banho, lixos infectantes e comuns, caixas de descarpax, este material mais adiante será recolhido pelo serviço de limpeza do hospital e encaminhado o seu devido destino.

Posto de enfermagem – Existem dois postos de enfermagem, um localizado no começo da unidade e outro no final. Os postos dispõem de materiais de uso da enfermagem como; medicações, seringas, agulhas, scalp, jelco, soros de todos os tipos, etc..
Em outra bancada encontramos computadores que são integrados ao sistema de rede do hospital, onde são feitas solicitações, altas, e admissão.


Serviços oferecidos pela instituição


A instituição também disponibiliza serviço de nutrição, o que é fornecida de acordo com a dieta estabelecida pelo médico nutricionista e servida pelos copeiros nos horários determinados pelo hospital.
 Higiene e arrumação dos leitos – A limpeza concorrente dos leitos e feita pelos auxiliares de enfermagem, já a terminal é realizada pela equipe de limpeza somente na parte da manha em datas marcadas, sendo que no caso de intercorrências durante o plantão noturno, eles são solicitados pela enfermeira
Verificamos que neste setor há uma secretaria com uma secretária de ala para os arquivamentos de prontuários, impressões de alguns documentos, solicitação e atendimentos telefônicos. Um arsenal de materiais e mantido e conferido pelos auxiliares de enfermagem, porem, não existem na unidade sala de espera de visitantes e sala de reunião.
Neste estudo certificamos que para um bom funcionamento de um setor é preciso organização, estrutura e bons profissionais, sendo assim, observamos que nesta instituição isso foi possível de forma bem simples e dinâmica.

























PROCESSO DE ADMISSÃO DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO HOSPITAL MARIO COVAS
 O HOSPITAL MARIO COVAS tem um processo seletivo diferenciado e complexo, pois os técnicos de enfermagem são admitidos somente para trabalhar em setores como UTI e CENTRO CIRURGICO. O processo seletivo começa com a convocação do profissional para participação de uma prova, onde são testados seus conhecimentos técnicos científicos e teorias.
Para realizar a prova é necessário antes alguns requisitos e perfil profissional para o cargo disponível, um deles é o curso técnico, que pode ser recém formado, a prova é especifica para o setor. Depois da prova o candidato selecionado é encaminhado para uma entrevista com a psicóloga, que avalia o emocional, para assim saber se o mesmo tem preparo para trabalhar na UTI NEO, UTI ADULTO OU CENTRO CIRURGICO.
Em seguida o admitido é encaminhado para integração de 30 dias, onde a educação continuada realiza um treinamento antes de assumir o plantão por completo. O treinamento consiste na apresentação da instituição, área de trabalho, profissionais, exibição de vídeos, dinâmica de grupo e individual ate mesmo técnica a serem utilizadas no setor.
Após os 30 dias de treinamento é definido o horário, e o setor a ser ocupado de acordo com vaga disponível encontrada pela educação continuada, a carga horária estipulada é de 40 hora semanais, portanto os plantões são de 6 hora trabalhadas e uma folga na semana totalizado 4 folgas no mês. Existe também o regime de 12 hora trabalhadas com 36 hora de descanso, que dá mensalmente uma quantidade de 13 plantões trabalhados, com 2 ou 3 folgas.

IMPORTÂNCIA DE UM BOM PROCESSO SELETIVO

Atualmente, aumentou-se a procura por pessoas eficazes e dinâmicas, capazes de aumentar a perspectiva de vida dos hospitais e, conseqüentemente, alcançar o sucesso. O processo para fazer com que essas pessoas trabalhem é de extrema importância para as instituições que quer chegar ao sucesso. Os objetivos organizacionais podem ser atingidos somente com, e através de pessoas, por isso a importância do cuidado com a condução do processo de seleção. O objetivo maior da seleção é contratar os melhores dentre os candidatos, um processo pelo qual se faz a escolha dos candidatos que possuam o perfil necessário para ocupar o cargo. Quando feita adequadamente garante a entrada de pessoas de alto potencial e qualidade na organização, que é o objetivo de qualquer hospital, pois o lado humano das instituições deve apresentar coerência em termos de políticas e práticas de recrutamento e seleção.
O alinhamento dos recursos humanos à estratégia da instituição é muito importante, visto que o planejamento estratégico é uma poderosa ferramenta para a construção e a consolidação da imagem dela. Apenas com planejamento é possível estabelecer uma comunicação integrada que dê consistência e potencialize a mensagem em todos os pontos de contato com o mercado, ele é um dos elementos mais importantes para um bem sucedido programa de administração de recursos humanos, é um processo pelo qual a organização garante o número certo e as pessoas apropriadas, no lugar certo. O recrutamento nunca teve importância tão significativa nos resultados de um hospital como no mercado atual, uma prática bem desenhada, integrada e implementada terá um impacto positivo na instituição e o inverso, um resultado devastador. Por isso, se a escolha de pessoas é realizada a contento, da melhor e mais eficiente forma
possível, visando ao benefício da organização, a empresa já tem grande chance de obter sucesso, com base nas pessoas que a compõe. Por isso, o processo de seleção merece atenção especial, já que é ele que vai definir, por diferentes modos e com diferentes estratégias, qual candidato ficará com a vaga.














































SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (S. A. E)

A sistematização da assistência de enfermagem (S. A. E) é o método de trabalho que realiza a identificação dos problemas de saúde do paciente, subsidiando a implementações das ações de assistência de enfermagem, e que contribui para promoção, prevenção, recuperação e reabilitação m saúde do individuo, família comunidade.
A S. A. E é uma metodologia para organização da assistência de enfermagem a ser dispensada ao cliente, e para sua implementação prevê a participação de todos os elementos da equipe de enfermagem em suas etapas. O técnico em enfermagem é coparticipante do processo e como tal deve ser também um colaborado nas tomadas de decisões quanto às intervenções de enfermagem a serem aplicadas ao cliente.

UTILIZAÇÃO DO (S. A. E) NO HOSPITAL MARIO COVAS

No HOSPITAL MARIO COVAS o (S. A. E) também é utilizado, mas de uma forma atualizada e tecnológica, pois dentro do hospital existe um serviço chamado INTRANET, ou seja, um sistema operacional de rede que integra todos os setores há um só servidor. O enfermeiro acessa o sistema e visualiza o S. A. E no computador disponível na unidade, onde ele só altera os dados e acrescenta aquilo que é necessário, neste documento só é colocado aquilo que realmente foi avaliado no paciente conforme o quadro clinico, por tanto, não é acrescentado rotina habituais que são de praxe, por exemplo: banhos, higiene oral, arrumação de cama, troca de fixação entre outras atividades comuns.
Os auxiliares de enfermagem entrevistado acham que desta maneira mais simplificada do S. A. E. facilita o serviço da equipe, agilizando o atendimento, após todos esses processos os funcionários acessam o sistema, checam os itens realizados imprimem, assinam e carimbam.

O S. A. E compõe – se das seguintes etapas:

O histórico de enfermagem compreende o exame físico e a entrevista fornecendo dados do cliente para assistência de enfermagem. O enfermeiro, além de esclarecer procedimentos ou quaisquer duvida com informações claras e linguagem adequada, inicia a analise dos dados pessoais. A importância de relacionar esses dados pessoais problemas a intervenção.

O diagnostico de enfermagem é a condução feita após a entrevista e o exame físico em relação aos problemas que o cliente apresenta. È um julgamento clinico que possibilita, alem da identificação dos problemas, sua definição e etiologia. A partir dessas informações o enfermeiro poderá elaborar a prescrição de enfermagem por meio de plano de cuidado pertinente aos problemas de enfermagem.

Principais vantagens do S. A. E eletrônico

Acessibilidade – vários membros da equipe multiprofissional podem acessa – los ao mesmo tempo.
Processamento contínuo de dados – na medida em que todos alimentam o sistema com informações pertinentes
Facilidade de leitura – a escrita digital vem superar a dificuldade de leitura das letras manuscritas, já que cada indivíduo possui tipos de letra diferente, muitas vezes de difícil entendimento.
Acesso a dados para pesquisa – possui grande quantidade de informações que podem contribuir para o ensino e pesquisa

O prontuário eletrônico é uma ferramenta que veio para facilitar e agilizar o processo e trabalho. Porém, essa tecnologia da informática na área da saúde não é a acesso de todos. Devemos enfatizar que o processo de gestão é competência de algumas pessoas dentro de uma instituição, mas que somente é viabilizado com a adesão de todos que ali trabalham.












































DATA: 31/08/2011
TEMA:

RECONHECIMENTO DO S. A. E NA UNIDADE, QUANTO A ACEITAÇÃO E EXECUÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS, ASSIM COMO AS DIFICULDADES SENTIDAS.







DATA: 29/08/2011
TEMA:

VERIFIÇÃO DO PROCESSO DE ADMISSÃO E CRITÉRIO NECESSÁRIO PARA PERFIL DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
CONTRATADO E CARGA HORÁRIA